A importância da modernização de UHEs para a qualificação da malha energética nacional

A importância da modernização de UHEs para a qualificação da malha energética nacional

17 Mai 2018

Água, imprescindível para a existência da vida como a conhecemos. No Brasil, ela ganha uma importância a mais: a geração de energia elétrica limpa e renovável. Enquanto o mundo utiliza, em média, 20,5% de potência hidráulica em sua matriz energética, aqui ela é responsável por impressionantes 68,1%. ¹

Para chegarmos à surpreendente potência instalada de 96.925 Mega Watts¹, composta por 220 Usinas Hidrelétricas (60,9%), 453 Pequenas Centrais Hidrelétricas (3,3%) e 586 Centrais de Geração Hidrelétrica (0,3%), um longo caminho foi percorrido.

A Usina de Marmelos, nossa primeira usina hidráulica (e a pioneira na América Latina), foi inaugurada há mais de 120 anos e só foi possível graças as águas do Rio Paraibuna, na Zona da Mata, em Minas Gerais.² A modernidade chegara ao Brasil, superando a desconfiança da população e, desde então, ficou claro que a geração de energia através dos rios seria a melhor forma a ser adotada.  Depois da primeira unidade geradora, foram montadas outras usinas no mesmo local e os primeiros equipamentos foram substituídos.

Algumas das principais usinas hidrelétricas estão em funcionamento há mais de 40 anos. Como exemplo podemos citar a UHE Ilha Solteira, com capacidade geradora de 3.340 MW (inaugurada em 1973); a UHE Tucurui, com 8.340 MW (inaugurada em 1976); a UHE Paulo Afonso, com 3.985 MW (inaugurada em 1954); a UHE Nilo Peçanha, com 380 MW (inaugurada em 1953), entre outras. 

A importância destas usinas veteranas em fornecer energia para nossas indústrias, hospitais e residências de maneira segura e confiável só aumenta. Com o passar dos anos, documentos de projetos são perdidos, equipamentos tornam-se obsoletos e o tempo de manutenção e indisponibilidade crescem. 

Para manter essas Usinas em funcionamento, é necessária uma constante modernização dos seus equipamentos. A Altus como fornecedora de solução de tecnologias em Automação (Série Hadron Xtorm), Sistemas de Supervisão (BluePlant) e Painéis Elétricos (Série Quasar) se torna essencial no processo de atualização de nosso parque gerador, fornecendo sistemas que simplificam o processo operativo e permitem que os agentes de geração possam atuar de forma intuitiva, agilizando diagnósticos e aumentando a confiabilidade e a disponibilidade.

Assim, fica possível otimizar o uso de nosso recurso mais precioso, a água.

Referências:

¹ Resenha Energética Brasileira – Exercício de 2016. MME

² Primeira Hidrelétrica do país foi construída em Minas há mais de 100 anos. Autor: Marcelo da Fonseca

Douglas Camillo, Coordenador de Projetos

Sobre o autor
Douglas Camillo ingressou no time da Altus em 2009 como Projetista de Aplicação, atuando no setor elétrico em Operação e Manutenção. Atualmente, exerce o cargo de Coordenador de Projetos, desenvolvendo sistemas para clientes do setor elétrico como Light, CESP, CHESF, COPEL e AES Tiete.