Palavra do Presidente - Pré-sal a todo vapor

Recentemente estive visitando as instalações da Petrobras em Santos. Fiquei impressionado com a evolução da exploração do petróleo na chamada Bacia de Santos. Tem gente que ainda duvida que o Pré-sal é viável. Mais do que viável, o Pré-sal é uma realidade, posso afirmar isto com a mais absoluta certeza!

As expedições ao mar primordial confirmaram as otimistas expectativas: temos grandes campos inexplorados e com alta capacidade de produção. Hoje, na área, são produzidos mais de 1,2 milhões de barris de óleo e 38 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, o que representa cerca 40% de toda a produção nacional. Destes, a Petrobras é responsável por impressionantes 70%, um recorde alcançado em menos de 10 anos de exploração na região.

Esses números devem aumentar ainda mais com o início das operações da P-66, primeira das replicantes automatizadas por nós, da Altus, a entrar em produção nos campos do Pré-sal. Em fase final de comissionamento no porto de Angra dos Reis, a unidade deverá iniciar seu ciclo produtivo no primeiro trimestre de 2017, tornando-se a primeira FPSO brasileira a operar na área, um feito admirável do qual tenho orgulho em dizer que fazemos parte.

Com o aquecimento e a aceleração das atividades no Pré-sal, as atenções do país se voltam para Santos. Durante a visita às instalações da Petrobras na cidade, quando fomos amavelmente recebidos por Thiago Lopes da Rosa, GIOP, e Marcio Paulo Naumann, Gerente do GIOP, fiquei extasiado com a avançada tecnologia que está sendo empregada no prédio. Todo o controle das plataformas que estarão operando em alto mar poderá ser feito em terra através das salas de controle remotas montadas em Santos, estrutura a mais de 300 km de distância da área produtiva.

Para garantir que essa operacionalidade seja possível, a Altus também estará presente na cidade. Durante as primeiras semanas de operação da P-66 e das replicantes conseguintes, uma equipe de especialistas estará embarcada na unidade para supervisão da etapa de posta em marcha da FPSO. Ao mesmo tempo, teremos profissionais em terra, no porto da cidade, disponíveis para dar suporte a possíveis manutenções que possam ser necessárias durante o primeiro ano de operação.

Nas próximas semanas, irei abordar temas como tecnologia para plataformas, os diferentes campos de exploração de óleo, a crescente importância da cidade de Santos e outros detalhes sobre as expedições brasileiras às camadas do pré-sal.

Um abraço,
Luiz Gerbase