Pavan Zanetti inaugura nova fábrica - Daniel Andrade

Pavan Zanetti inaugura nova fábrica - Daniel Andrade

06 Fev 2017

O ano de 1978 foi repleto de acontecimentos marcantes: o Papa Paulo VI morreu e foi sucedido por João Paulo I, que faleceu pouco depois e, então um novo conclave escolheu o polonês Karol Wojtyla, João Paulo II, o papa peregrino. Foram três sumos pontífices num intervalo de dois meses – fato inédito na história.

Por aqui, a ditadura caminhava para o fim com a extinção do AI-5 pelo governo de Ernesto Geisel e a promessa de uma transição lenta e gradual para um regime democrático.

No mesmo ano, a Argentina foi campeã do mundial batendo a Holanda por 3 x 1, apesar de minha torcida contra. Houve ainda a polêmica por conta de uma partida suspeita diante do Peru, na qual o goleiro Quiroga, um argentino naturalizado peruano, foi acusado de entregar o jogo aos argentinos num caso jamais confirmado. Ao Brasil, mesmo com toda a minha torcida a favor, coube apenas o título de "campeão moral (?) invicto" do torneio!

Mal sabia eu que um fato verdadeiramente marcante estava em curso na minha vida. Conheci uma dupla fantástica que fabricava máquinas para o segmento de termoplásticos. Um deles, o "seu" Elísio, responsável pela comercialização das máquinas, tinha perfil conservador, enquanto o outro, "seu" Antônio, o projetista, era mais inovador. Esse casamento de perfis fazia da Pavan Zanetti uma empresa inovadora, mas sem exageros. Era perfeito. Eu, aos 20 anos recém-completados, ficava ali, desenvolvendo software e hardware para atender aos anseios daquela dupla.

Meu Deus, quantas lições aprendi ali. Que privilégio o meu!

Já naquele tempo, o Zanetti falava em economia de energia, pois sabia do perfil dos seus clientes. E o Pavan instalava uma válvula aqui, outra ali, e lá ia eu acionar um solenoide, esperar um tempinho, acionar outro, tudo sob a supervisão criteriosa do "seu" Antônio. Depois chamávamos o "seu" Elísio para mostrar no amperímetro do motor o consumo de energia e ficávamos aguardando sua aprovação.

Bons tempos.

Então veio 2011 e Deus levou o Elísio Zanetti junto com um monte de planos. Mas aí ocorreu uma coisa maravilhosa, porque ele deixou os filhos preparados para assumir posições importantes. E a Empresa seguiu crescendo, crescendo...

Agora, mais uma vez, vem Deus e leva o "seu" Pavan! Caramba, acho que estão desenvolvendo algo muito importante lá em cima e precisavam reeditar a dupla.

Já sei, entendi. É que eles querem fazer uma nova fábrica de Sopradoras no céu, junto com o Nilson, o João, o Ademir, o Maurício, o Tuvira...

Enquanto isso, aqui em baixo ficará inegavelmente mais difícil. Sim, ficará. Frente à reedição da dor, entretanto, nova reação positiva há de sobrevir. Os inúmeros exemplos de resiliência, ética e dinamismo, plantados por ambos no coração de seus filhos ao longo da vida, haverão de iluminá-los e inspirá-los neste momento.

E a Empresa seguirá crescendo e crescendo.

Hei, Zanetti! Hei Pavan! Esperem aí. Logo mais irei ajuda-los, tá? Porque, para mim, não foi suficiente. Quero mais.

Daniel Andrade 

Consultor OEM