{"id":14227,"date":"2025-01-08T09:17:49","date_gmt":"2025-01-08T12:17:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.altus.com.br\/post\/14227\/"},"modified":"2025-01-08T09:28:38","modified_gmt":"2025-01-08T12:28:38","slug":"como-os-protocolos-de-redundancia-garantem-disponibilidade-e-tolerancia-a-falhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/post\/14227\/como-os-protocolos-de-redundancia-garantem-disponibilidade-e-tolerancia-a-falhas","title":{"rendered":"Como os protocolos de redund\u00e2ncia garantem disponibilidade e toler\u00e2ncia a falhas"},"content":{"rendered":"<p>Garantir alta disponibilidade e efici\u00eancia nas redes de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais desafios da automa\u00e7\u00e3o industrial. Nesse cen\u00e1rio, os switches gerenci\u00e1veis se destacam como solu\u00e7\u00f5es essenciais, permitindo a implementa\u00e7\u00e3o de arquiteturas robustas com protocolos de redund\u00e2ncia que previnem falhas e otimizam o desempenho da rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, trazemos detalhes sobre o funcionamento e os principais benef\u00edcios dos protocolos de redund\u00e2ncia de rede dispon\u00edveis nos switches gerenci\u00e1veis da Altus, produtos de alto desempenho integrantes da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/serie\/switch-ethernet\/\">S\u00e9rie Connect.<\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que s\u00e3o protocolos de redund\u00e2ncia de rede?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A ideia de redund\u00e2ncia foi desenvolvida para resolver uma quest\u00e3o familiar na ind\u00fastria: o ponto \u00fanico de falha. Em termos gerais, a limita\u00e7\u00e3o a apenas um meio de comunica\u00e7\u00e3o pode resultar na total desativa\u00e7\u00e3o de um segmento da rede. No entanto, a inser\u00e7\u00e3o de um link de redund\u00e2ncia pode provocar o aparecimento de loops de rede, isto \u00e9, quando h\u00e1 mais de um caminho de acesso para um dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando isso ocorre, a quantidade de pacotes trafegando na rede tende a aumentar de forma exponencial, resultando no uso total da banda dispon\u00edvel e, consequentemente, no bloqueio da capacidade de gerenciamento ou processamento do switch.<\/p>\n\n\n\n<p>Para resolver essa quest\u00e3o, foram desenvolvidos os protocolos de redund\u00e2ncia de rede, que garantem m\u00faltiplas rotas sem a ocorr\u00eancia de loops. Esses protocolos consistem em um conjunto de normas que monitoram os caminhos da rede, evitando pontos \u00fanicos de falha e assegurando sua alta disponibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 diversos protocolos de redund\u00e2ncia dispon\u00edveis no mercado. Abaixo, voc\u00ea encontra detalhes sobre os padr\u00f5es dispon\u00edveis nos switches gerenci\u00e1veis da S\u00e9rie Connect, fam\u00edlia de produtos para conectividade de rede da Altus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Zero looping com o protocolo STP<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Spanning Tree Protocol (STP) surgiu para acabar com o problema de loops na Camada 2 do modelo OSI. Isso \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do monitoramento de todos os links que fazem parte da rede de comunica\u00e7\u00e3o. O protocolo \u00e9 um padr\u00e3o definido pelo Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE) sob o c\u00f3digo 802.1D.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos gerais, o&nbsp;padr\u00e3o STP elimina de forma l\u00f3gica as rotas de comunica\u00e7\u00e3o em uma rede com base em \u00e1rvores l\u00f3gicas de switches (spanning tree) presentes na rede e elege o switch de refer\u00eancia, chamado de root bridge, a partir do qual ser\u00e1 criada a \u00e1rvore. A elei\u00e7\u00e3o da&nbsp;root bridge&nbsp;\u00e9 feita com base em prioridade e no MAC Address dos switches, por exemplo, se dois switches possu\u00edrem a mesma prioridade, a escolha da porta root ser\u00e1 do switch com o menor endere\u00e7o MAC.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim que o algoritmo estabelece a Ponte Root, os switches determinam o custo do caminho at\u00e9 ela, levando em conta a velocidade dos links dispon\u00edveis. Essa m\u00e9trica auxilia na identifica\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es mais eficazes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de calcular os custos, o STP examina as rotas duplicadas e determina quais portas devem continuar abertas ou serem bloqueadas. Isso \u00e9 realizado para prevenir a repeti\u00e7\u00e3o de dados, que poderia resultar em sobrecarga e instabilidade na rede. As portas bloqueadas n\u00e3o conduzem tr\u00e1fego normal, por\u00e9m continuam a monitorar a rede para se adaptar a altera\u00e7\u00f5es na topologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o STP garante que a rede tenha apenas um caminho ativo para cada destino, enquanto mant\u00e9m caminhos alternativos prontos para serem ativados em caso de falhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No modelo STP, as portas em um switch passam por diferentes estados:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Bloqueio<\/strong> \u2013 A porta ouve os BPDUs, mas n\u00e3o encaminha o tr\u00e1fego ou aprende endere\u00e7os MAC.<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; <strong>Escuta<\/strong> \u2013 A porta verifica BPDUs para garantir que n\u00e3o causar\u00e1 loops.<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; <strong>Aprendizado<\/strong> \u2013 A porta come\u00e7a a aprender endere\u00e7os MAC, mas ainda n\u00e3o encaminhar tr\u00e1fego.<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; <strong>Encaminhamento<\/strong> \u2013 A porta agora encaminha tr\u00e1fego e BPDUs.<br><br><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"575\" height=\"431\" src=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_1_2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14229\" srcset=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_1_2.png 575w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_1_2-300x225.png 300w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_1_2-16x12.png 16w\" sizes=\"(max-width: 575px) 100vw, 575px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios do protocolo STP:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; O STP <strong>elimina loops em redes Ethernet<\/strong>, que podem causar tr\u00e1fego excessivo, colis\u00f5es e falhas no funcionamento da rede. Ele garante que apenas um caminho ativo exista entre dois pontos, evitando instabilidade;<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Em caso de falha em um link ativo, o STP ativa automaticamente um caminho alternativo previamente bloqueado. Isso assegura <strong>alta disponibilidade da rede<\/strong>, mantendo a conectividade sem interrup\u00e7\u00f5es;<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Ele identifica e utiliza os caminhos mais eficientes com base no custo do caminho, <strong>otimizando o desempenho da rede<\/strong> e evitando congestionamentos desnecess\u00e1rios.<br><br><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Redes mais r\u00e1pidas e confi\u00e1veis com RSTP<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O padr\u00e3o 802.1D STP foi projetado para atuar na recupera\u00e7\u00e3o da conectividade de uma rede em at\u00e9 50 segundos. Por\u00e9m, com a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, esse desempenho n\u00e3o era suficiente para concorrer com solu\u00e7\u00f5es roteadas operando na camada 3 do modelo OSI, como OSPF e EIGRP.<\/p>\n\n\n\n<p>Para manter o padr\u00e3o competitivo no mercado, foi lan\u00e7ado o protocolo Rapid Spanning Tree Protocol (RSTP), que incorporou funcionalidades avan\u00e7adas como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Novo estado e novas fun\u00e7\u00f5es das portas;<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Conceito de tipo de segmento;<br><br><\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Sistema de proposta e de acordo veiculado pelas BPDUs, fazendo com que a transi\u00e7\u00e3o para o estado de encaminhamento dispense um temporizador, utilizado no STP (IEEE 802.1D).<br><br><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Tido como uma evolu\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o STP, o RSTP possibilita que porta possa assumir um dos seguintes estados:\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Descarte<\/strong> \u2013\u00a0a porta pode enviar e receber BPDU, por\u00e9m n\u00e3o pode encaminhar pacotes, impedindo assim a forma\u00e7\u00e3o de\u00a0loops. Esse estado substitui os estados do STP de bloqueio, de desativa\u00e7\u00e3o e de escuta;<br><br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aprendizagem<\/strong> \u2013 a porta pode enviar e receber BPDU, por\u00e9m n\u00e3o encaminha pacotes. Assim como o estado de mesmo nome no STP, essa porta pode aprender endere\u00e7os MAC;<br><br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Encaminhamento<\/strong> \u2013 a porta pode enviar e receber BPDU e encaminha pacotes. Ocorre apenas em uma topologia est\u00e1vel em uso.<br><br><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m do estado, cada porta que atua como bridge no modelo RSTP assume uma fun\u00e7\u00e3o associada, que pode ser do tipo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Porta Raiz (Root Port)<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fun\u00e7\u00e3o: <\/strong>conecta ao caminho mais curto at\u00e9 a raiz da spanning tree.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caracter\u00edstica:<\/strong> apenas uma porta em cada switch pode ser a porta raiz.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Porta Designada (Designated Port)<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fun\u00e7\u00e3o: <\/strong>encaminha dados para um segmento de rede espec\u00edfico.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caracter\u00edstica: <\/strong>cada segmento de rede possui apenas uma porta designada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Porta Alternativa (Alternate Port)<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fun\u00e7\u00e3o:<\/strong> atua como um caminho de backup (redundante) para a raiz em caso de falha da porta raiz.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caracter\u00edstica:<\/strong> fica em stand-by at\u00e9 ser ativada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Porta Backup (Backup Port)<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fun\u00e7\u00e3o: <\/strong>serve como um caminho de backup para uma porta designada no mesmo segmento. No caso de a porta designada falhar, a porta de\u00a0backup\u00a0se torna imediatamente a porta designada.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caracter\u00edstica:<\/strong> rara em topologias comuns, ocorre apenas quando h\u00e1 m\u00faltiplos links f\u00edsicos redundantes conectando dois switches.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" height=\"329\" src=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_2_2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14230\" srcset=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_2_2.png 250w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_2_2-228x300.png 228w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_2_2-9x12.png 9w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Outra evolu\u00e7\u00e3o introduzida pelo RSTP em rela\u00e7\u00e3o ao STP \u00e9 o sistema de proposta e acordo, projetado para acelerar a transi\u00e7\u00e3o das portas designadas (DP) e das portas raiz (RP) para o estado de encaminhamento no menor tempo poss\u00edvel, por meio da troca eficiente de BPDUs.<\/p>\n\n\n\n<p>No protocolo STP, quando uma porta \u00e9 eleita como DP, h\u00e1 um atraso consider\u00e1vel antes que ela possa transitar para o estado de encaminhamento, devido \u00e0 depend\u00eancia de temporizadores para garantir a estabilidade da rede. O RSTP elimina esse atraso, permitindo um c\u00e1lculo mais r\u00e1pido e preciso ap\u00f3s altera\u00e7\u00f5es na topologia. Essa agilidade \u00e9 poss\u00edvel, pois o RSTP converge segmento por segmento, dispensando a necessidade de esperar a expira\u00e7\u00e3o dos temporizadores para que as portas assumam o estado de encaminhamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, essa transi\u00e7\u00e3o imediata s\u00f3 pode ser realizada em segmentos configurados como ponto-a-ponto e em portas configuradas como de extremidade, otimizando ainda mais o desempenho da rede.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"278\" src=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_3_2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14231\" srcset=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_3_2.png 400w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_3_2-300x209.png 300w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_3_2-18x12.png 18w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios do protocolo RSTP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; O RSTP reduz significativamente o tempo necess\u00e1rio para reconfigurar a spanning tree ap\u00f3s altera\u00e7\u00f5es na topologia, garantindo redes mais \u00e1geis e est\u00e1veis;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Ele oferece suporte a detec\u00e7\u00e3o e resposta autom\u00e1tica a altera\u00e7\u00f5es na topologia, minimizando o impacto de falhas na rede;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00a0&#8211; O padr\u00e3o mant\u00e9m interoperabilidade com o protocolo Spanning Tree (STP), facilitando a integra\u00e7\u00e3o em redes que utilizam ambos os protocolos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>MSTP para otimizar a efici\u00eancia de redes VLAN<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Multiple Spanning Tree Protocol, ou MSTP, \u00e9 uma extens\u00e3o do RSTP, dando ainda mais recursos para aplica\u00e7\u00e3o de VLANs. O padr\u00e3o permite a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas inst\u00e2ncias Spanning Tree, chamadas de MSTIs, reduzindo o tempo de converg\u00eancia da spanning tree.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele faz isso configurando uma spanning tree separada para cada grupo de VLAN e bloqueando todos os caminhos alternativos poss\u00edveis em cada spanning tree, exceto um. Desta a\u00e7\u00e3o deriva uma Multiple Spanning Tree Instance (MSTI), que calcula e cria uma topologia sem loops para ligar pacotes das VLANs que mapeiam para a inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos switches gerenci\u00e1veis, \u00e9 poss\u00edvel configurar o MSTP tanto pela interface CLI quanto pela interface web. Na interface web, por exemplo, voc\u00ea pode ajustar os par\u00e2metros das portas e verificar o status do protocolo em cada parte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"481\" height=\"385\" src=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_4_2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14232\" srcset=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_4_2.png 481w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_4_2-300x240.png 300w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_4_2-15x12.png 15w\" sizes=\"(max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios do protocolo MSTP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; O MSTP, ao criar inst\u00e2ncias distintas de spanning tree (MSTIs) que podem agrupar v\u00e1rias VLANs em uma \u00fanica instancia, maximiza a efici\u00eancia e a utiliza\u00e7\u00e3o da largura de banda dispon\u00edvel na rede, pois a troca de BPDUs \u00e9 reduzida.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Com suporte a m\u00faltiplas inst\u00e2ncias de spanning tree, o MSTP facilita a gest\u00e3o de redes grandes e complexas, simplificando a configura\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Proporciona recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida em caso de falhas de link ou dispositivo, mantendo a disponibilidade e a estabilidade da rede atrav\u00e9s de caminhos redundantes.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais efici\u00eancia para redes em anel com ERPS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Sigla para Ethernet Ring Protection Switching, o ERPS \u00e9 um protocolo definido pela International Telecommunication Union &#8211; Telecommunication Standardization Sector (ITU-T G.8032) utilizado para eliminar loops na Camada 2 do modelo OSI.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente, redes de switching Ethernet, como redes em anel, utilizam links redundantes para oferecer backup de links e aumentar a confiabilidade da rede. No entanto, o uso de links redundantes pode resultar na cria\u00e7\u00e3o de loops na rede, causando broadcast storms e instabilidade na tabela de endere\u00e7os MAC. Como consequ\u00eancia, a qualidade da comunica\u00e7\u00e3o se deteriora, e os servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o podem at\u00e9 ser interrompidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Redes Ethernet exigem um switching de prote\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, embora o RSTP tamb\u00e9m previna loops na rede, ele apresenta maior lat\u00eancia em compara\u00e7\u00e3o ao ERPS, que se destaca pela detec\u00e7\u00e3o otimizada e converg\u00eancia significativamente mais r\u00e1pida. Vale ressaltar que o STP, apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o eficiente em redes de topologia anel, tamb\u00e9m \u00e9 capaz de prevenir loops, mas com um tempo de ajuste consideravelmente maior. Abaixo, uma compara\u00e7\u00e3o dos tempos de ajuste de rede entre os protocolos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>STP: 30 a 50 segundos;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>RSTP: 1 a 10 segundos;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>ERPS: menor que 50 milissegundos.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O ERPS \u00e9 um protocolo que atua em redes redundantes, garantindo alta disponibilidade ao bloquear links redundantes e reconfigur\u00e1-los automaticamente em caso de falhas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"566\" height=\"148\" src=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_5_1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14233\" srcset=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_5_1.png 566w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_5_1-300x78.png 300w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/imagem_5_1-18x5.png 18w\" sizes=\"(max-width: 566px) 100vw, 566px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O protocolo possui duas vers\u00f5es, atualmente: ERPSv1, lan\u00e7ado pela ITU-T em junho de 2008, e ERPSv2, lan\u00e7ado em agosto de 2010. O ERPSv2, totalmente compat\u00edvel com o ERPSv1, oferece as seguintes fun\u00e7\u00f5es aprimoradas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Suporte a topologias de m\u00faltiplos an\u00e9is, permitindo a configura\u00e7\u00e3o de an\u00e9is interseccionados em arquiteturas mais complexas;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Transmiss\u00e3o de mensagens de controle (RAPS PDUs) em suban\u00e9is para maior efici\u00eancia;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Modos de Switching For\u00e7ado (FS) e Switching Manual (MS);<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Switching reversiva (retorno ao caminho original ap\u00f3s recupera\u00e7\u00e3o) e n\u00e3o reversiva (manuten\u00e7\u00e3o do novo caminho ap\u00f3s falha).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios do protocolo ERPS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Previne broadcast storms e loops de rede atrav\u00e9s do bloqueio de links redundantes;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Proporciona converg\u00eancia r\u00e1pida com tempos menores de 50ms, proporcionando redes de alta confiabilidade;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Garante interoperabilidade entre os equipamentos de uma rede.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>The <a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/serie\/switch-ethernet\/\">switches gerenci\u00e1veis da\u00a0S\u00e9rie Connect<\/a>\u00a0contam com suporte ao padr\u00e3o ITU-T G.8032 \/ Y.1344 do ERPS nas vers\u00f5es 1 e 2 do protocolo de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Garanta a disponibilidade da sua rede com os switches gerenci\u00e1veis da S\u00e9rie Connect<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A S\u00e9rie Connect de switches industriais conta com diversos modelos de equipamentos que podem ser utilizados em v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es de diferentes segmentos da ind\u00fastria. Com recursos avan\u00e7ados de gerenciamento, esses switches garantem <strong>alta disponibilidade e velocidade de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> para sua rede. <\/p>\n\n\n\n<p>Por possu\u00edrem um <strong>design robusto e com grau de prote\u00e7\u00e3o IP30<\/strong>, os equipamentos Altus podem ser utilizados em ambientes hostis, como subesta\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica, linhas de beneficiamento de gr\u00e3os, entre muitas outras aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"525\" height=\"374\" src=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/25.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-14040\" srcset=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/25.webp 525w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/25-300x214.webp 300w, https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/25-18x12.webp 18w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-a89b3969 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/serie\/switch-ethernet\/\">Clique aqui para acessar a p\u00e1gina da S\u00e9rie\u00a0Connect<\/a><\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Garantir alta disponibilidade e efici\u00eancia nas redes de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais desafios da automa\u00e7\u00e3o industrial. Nesse cen\u00e1rio, os switches gerenci\u00e1veis se destacam como solu\u00e7\u00f5es essenciais, permitindo a implementa\u00e7\u00e3o de arquiteturas robustas com protocolos de redund\u00e2ncia que previnem falhas e otimizam o desempenho da rede. Neste artigo, trazemos detalhes sobre o funcionamento e os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":14228,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[110,67,111,389],"tags":[],"class_list":["post-14227","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inovando-automatizando","category-produtos","category-tecnologia","category-tecnologia-2"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14227"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14259,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14227\/revisions\/14259"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14228"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}