{"id":14573,"date":"2025-01-30T14:06:20","date_gmt":"2025-01-30T17:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.altus.com.br\/post\/14573\/"},"modified":"2025-01-30T14:17:40","modified_gmt":"2025-01-30T17:17:40","slug":"o-papel-da-normativa-para-manutencao-da-qualidade-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/post\/14573\/o-papel-da-normativa-para-manutencao-da-qualidade-de-energia","title":{"rendered":"O papel da normativa para manuten\u00e7\u00e3o da qualidade de energia"},"content":{"rendered":"<p>A garantia da qualidade de energia \u00e9 um aspecto crucial para a opera\u00e7\u00e3o eficiente e segura de sistemas el\u00e9tricos. Normas internacionais, como as da Comiss\u00e3o Eletrot\u00e9cnica Internacional (IEC), estabelecem par\u00e2metros e diretrizes para a gest\u00e3o da qualidade de energia. Nesse contexto, padr\u00f5es internacionais de mercado, como ABNT, NBR, IEC, NEMA, entre outros, ajudam a definir um norte para o desenvolvimento de produtos e solu\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas, garantindo organiza\u00e7\u00e3o, qualidade e uniformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, abordaremos as principais normas relacionadas \u00e0 qualidade de energia, detalhando suas especifica\u00e7\u00f5es e destacando a import\u00e2ncia de cada uma para a manuten\u00e7\u00e3o de um elevado padr\u00e3o de qualidade da energia utilizada na ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel das normas regulat\u00f3rias na ind\u00fastria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma norma regulat\u00f3ria consiste em um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es e especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas definidas por entidades de autoridade em suas respectivas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Essas regras s\u00e3o aplicadas com o objetivo de uniformizar processos, produtos ou servi\u00e7os em um campo espec\u00edfico, garantindo seguran\u00e7a, efic\u00e1cia, qualidade e interoperabilidade aos mais variados processos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s sua cria\u00e7\u00e3o, essas diretrizes passam por um criterioso processo de acordo entre especialistas, representantes do setor e outras entidades reguladoras. Embora algumas sejam opcionais, a maioria delas \u00e9 imprescind\u00edvel para assegurar que os procedimentos executados em diferentes segmentos sigam padr\u00f5es reconhecidos internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto da ind\u00fastria de automa\u00e7\u00e3o, a ades\u00e3o \u00e0s normas oferece benef\u00edcios estrat\u00e9gicos, como o aumento da competitividade, a redu\u00e7\u00e3o de riscos operacionais e a promo\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia energ\u00e9tica. Al\u00e9m disso, ao estarem em conformidade com os principais padr\u00f5es do segmento, as empresas demonstram um compromisso com a qualidade e a seguran\u00e7a, fortalecendo sua imagem como autoridades no mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrutura e aplica\u00e7\u00e3o da ABNT NBR IEC 61000<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A ABNT NBR IEC 61000 \u00e9 uma norma essencial para os setores industrial e el\u00e9trico, pois estabelece m\u00e9todos de medi\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados relacionados \u00e0 qualidade da energia el\u00e9trica em sistemas de alimenta\u00e7\u00e3o em corrente alternada (50\/60 Hz). Sua estrutura \u00e9 organizada em partes espec\u00edficas, cada uma com um objetivo claro, formando um guia completo para an\u00e1lise e aplica\u00e7\u00e3o. A seguir, detalhamos cada uma delas:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 1 \u2013 Generalidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa se\u00e7\u00e3o apresenta a base conceitual da norma, incluindo introdu\u00e7\u00f5es, princ\u00edpios fundamentais, defini\u00e7\u00f5es e terminologias que fornecem o contexto necess\u00e1rio para compreender os t\u00f3picos subsequentes. Aqui, estabelece-se o alicerce t\u00e9cnico e te\u00f3rico para a aplica\u00e7\u00e3o da Norma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 2 \u2013 Ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesta parte, s\u00e3o descritos e classificados os ambientes onde as medi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o realizadas, juntamente com os n\u00edveis de compatibilidade exigidos. A norma aborda quest\u00f5es como a presen\u00e7a de frequ\u00eancias, radia\u00e7\u00e3o e outras condi\u00e7\u00f5es ambientais que impactam a an\u00e1lise. Essencialmente, define os par\u00e2metros do &#8220;campo de ensaio&#8221;, determinando as condi\u00e7\u00f5es \u00e0s quais as especifica\u00e7\u00f5es se aplicam, sob a premissa: &#8220;Esta Norma \u00e9 v\u00e1lida sob estas condi\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 3 \u2013 Limites<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o foca na defini\u00e7\u00e3o dos limites admiss\u00edveis para emiss\u00f5es de perturba\u00e7\u00f5es e imunidade a essas condi\u00e7\u00f5es. Exemplos incluem a presen\u00e7a de harm\u00f4nicas geradas por equipamentos. Essa parte \u00e9 crucial para garantir que os sistemas operem dentro de padr\u00f5es seguros e sem interfer\u00eancias significativas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 4 \u2013 T\u00e9cnicas de ensaio e medi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerada o n\u00facleo da norma, esta se\u00e7\u00e3o direciona o foco para os m\u00e9todos espec\u00edficos de ensaio e medi\u00e7\u00e3o. Apesar de sua abrang\u00eancia inicial, aprofunda-se em aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que asseguram resultados confi\u00e1veis e replic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 5 \u2013 Diretrizes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apresenta orienta\u00e7\u00f5es para instala\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de m\u00e9todos e dispositivos de mitiga\u00e7\u00e3o de problemas relacionados \u00e0 qualidade da energia. Essa se\u00e7\u00e3o trata de como prevenir ou corrigir falhas no desempenho do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parte 6 \u2013 Normas gen\u00e9ricas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Abrange a aplica\u00e7\u00e3o da norma em diferentes cen\u00e1rios, como resid\u00eancias, ind\u00fastrias e subesta\u00e7\u00f5es. Essa flexibilidade permite adaptar as diretrizes \u00e0s necessidades espec\u00edficas de cada ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o da qualidade da energia com a IEC 61000-4-30<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A norma IEC 61000-4-30 deriva do padr\u00e3o IEC 61000 e define como a qualidade da energia deve ser avaliada. Instrumentos que atendem a esse padr\u00e3o fornecem resultados de medi\u00e7\u00e3o precisos e consistentes, independentemente do fabricante.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa se\u00e7\u00e3o possui 34 variantes, que se restringem a fen\u00f4menos que ocorrem no sistema de alimenta\u00e7\u00e3o, como frequ\u00eancia, amplitude da tens\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o (valor RMS), oscila\u00e7\u00f5es, redu\u00e7\u00f5es, eleva\u00e7\u00f5es ou interrup\u00e7\u00f5es da tens\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de harm\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras duas normas extremamente relevantes na ind\u00fastria s\u00e3o a IEC 61000-4-7 e a IEC 61000-4-15. A IEC 61000-4-7 \u00e9 um guia geral para medi\u00e7\u00f5es e instrumenta\u00e7\u00e3o de harm\u00f4nicos e inter-harm\u00f4nicos em sistemas de alimenta\u00e7\u00e3o e nos equipamentos a eles conectados. J\u00e1 a norma IEC 61000-4-15 Flickermeter trata das especifica\u00e7\u00f5es funcionais e de design do projeto, sendo crucial para a avalia\u00e7\u00e3o de flutua\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A IEC61000-4-30 define os m\u00e9todos para medi\u00e7\u00e3o dos seguintes par\u00e2metros:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Frequ\u00eancia do sistema el\u00e9trico;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Magnitude da tens\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Cintila\u00e7\u00e3o luminosa (Flicker);<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Afundamentos e eleva\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Interrup\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Tens\u00f5es transit\u00f3rias;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Desequil\u00edbrio da tens\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Harm\u00f4nicos e inter-harm\u00f4nicos de tens\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Sinais transmitidos sobre a tens\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Varia\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas de tens\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seguran\u00e7a para sistemas fotovoltaicos com a IEEE 929 e UL 1741<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A norma IEEE 929 fornece diretrizes para o funcionamento seguro e eficiente de sistemas fotovoltaicos conectados \u00e0 rede el\u00e9trica. Suas orienta\u00e7\u00f5es abrangem a seguran\u00e7a de pessoas, a prote\u00e7\u00e3o de equipamentos, a qualidade da energia e a opera\u00e7\u00e3o conjunta com o sistema da concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais focos da norma \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o do ilhamento, uma situa\u00e7\u00e3o em que o sistema continua operando isoladamente mesmo ap\u00f3s a perda de conex\u00e3o com a rede el\u00e9trica. Para isso, s\u00e3o considerados par\u00e2metros como o controle de tens\u00e3o e frequ\u00eancia, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, como sobre ou subtens\u00e3o e distor\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas fora dos padr\u00f5es normativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma \u00e9 complementada pelo UL 1741, que especifica procedimentos de teste para inversores conectados \u00e0 rede. Esses testes verificam se o inversor responde adequadamente a condi\u00e7\u00f5es adversas, como falhas na rede ou opera\u00e7\u00e3o fora dos limites especificados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>IEEE 1159 para monitoramento de fen\u00f4menos de tens\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A norma IEEE 1159 aborda os efeitos de sag, dip e swell relacionados \u00e0 tens\u00e3o, fen\u00f4menos cruciais para a detec\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do ilhamento em sistemas conectados \u00e0 rede el\u00e9trica. A identifica\u00e7\u00e3o do ilhamento est\u00e1 diretamente ligada aos desvios de tens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos valores nominais e \u00e0 dura\u00e7\u00e3o desses desvios. Garantir essa detec\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para evitar desconex\u00f5es ou reconex\u00f5es desnecess\u00e1rias, al\u00e9m de assegurar que o sistema se desconecte corretamente quando necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa norma aplica-se especificamente aos fen\u00f4menos que impactam as formas de onda da tens\u00e3o, fornecendo diretrizes para a classifica\u00e7\u00e3o e o tratamento dessas varia\u00e7\u00f5es. O documento inclui duas tabelas explicativas que detalham as defini\u00e7\u00f5es de cada um desses fen\u00f4menos, oferecendo um guia pr\u00e1tico para profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essas informa\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel aprimorar a confiabilidade e a seguran\u00e7a dos sistemas el\u00e9tricos, especialmente em ambientes industriais e de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, onde a estabilidade da tens\u00e3o \u00e9 fundamental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gest\u00e3o da qualidade de energia com a ISO 50001<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A ISO 50001 \u00e9 baseada no modelo de sistema de gest\u00e3o de melhoria cont\u00ednua, tamb\u00e9m utilizado por outros padr\u00f5es amplamente reconhecidos, como a ISO 9001 e a ISO 14001. Essa abordagem facilita a integra\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o de energia aos esfor\u00e7os gerais das organiza\u00e7\u00f5es para melhorar a qualidade e a gest\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ISO 50001 fornece uma estrutura de requisitos que permite \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Desenvolver uma pol\u00edtica para o uso mais eficiente de energia;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Estabelecer metas e objetivos para atender a essa pol\u00edtica;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Usar dados para compreender melhor e tomar decis\u00f5es sobre o uso de energia;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Medir os resultados;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Revisar a efic\u00e1cia da pol\u00edtica;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Melhorar continuamente a gest\u00e3o de energia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As empresas certificadas pela ISO 50001 implementam sistemas de gest\u00e3o de energia em conformidade com as diretrizes da norma, ganhando reconhecimento global por operar com efici\u00eancia energ\u00e9tica e estarem alinhadas \u00e0 sustentabilidade. Por meio de uma gest\u00e3o energ\u00e9tica eficiente, assegura-se o uso adequado desse recurso, o que resulta em economia e benef\u00edcios ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma foi atualizada em 2018 e, desde ent\u00e3o, mais de vinte mil certificados foram emitidos globalmente. No Brasil, embora o n\u00famero de empresas certificadas ainda seja pequeno, o pa\u00eds lidera em certifica\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica do Sul e na Am\u00e9rica Central.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Principais benef\u00edcios da ISO 50001 para a gest\u00e3o de energia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Monitoramento e controle do consumo energ\u00e9tico: a norma incentiva a an\u00e1lise detalhada do consumo, permitindo identificar equipamentos e atividades de maior gasto e otimizar os recursos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Proje\u00e7\u00e3o de consumo e economia: com base em dados hist\u00f3ricos, a norma possibilita estabelecer uma linha de base energ\u00e9tica, prever consumos futuros e implementar a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas para aumentar a efici\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Ado\u00e7\u00e3o de tecnologias para efici\u00eancia energ\u00e9tica: plataformas de gest\u00e3o de energia tornam-se ferramentas essenciais para automatizar processos e facilitar o atendimento aos requisitos da norma.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Engajamento da equipe: promove uma cultura interna voltada \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica, alinhando os colaboradores aos objetivos organizacionais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Sustentabilidade ambiental: ao otimizar o uso de energia, as empresas certificadas reduzem impactos ambientais e contribuem para a conserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o \u00e1gil com a norma IEC 61850<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A norma IEC 61850 foi criada para facilitar a comunica\u00e7\u00e3o \u00e1gil entre subesta\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas. Em ess\u00eancia, ela estabelece protocolos que permitem que diversos dispositivos se comuniquem por meio de uma \u00fanica linguagem, atribuindo padr\u00f5es internacionais de configura\u00e7\u00e3o para fabricantes e desenvolvedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do surgimento da IIoT (Internet Industrial das Coisas), a comunica\u00e7\u00e3o entre aparelhos nas subesta\u00e7\u00f5es era realizada ponto a ponto, utilizando cabos. Contudo, com o avan\u00e7o de novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, tornou-se poss\u00edvel concentrar e distribuir todas as informa\u00e7\u00f5es em poucos dispositivos dentro de cada subesta\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, surge a norma IEC 61850, uma diretriz global publicada em 2003, que define os protocolos de comunica\u00e7\u00e3o entre dispositivos inteligentes em subesta\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma est\u00e1 organizada em 10 se\u00e7\u00f5es e fornece orienta\u00e7\u00f5es detalhadas para os sistemas de comunica\u00e7\u00e3o entre os chamados IEDs (Dispositivos Eletr\u00f4nicos Inteligentes). <strong>Alguns dos aspectos fundamentais de sua estrutura incluem:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; Linguagem de configura\u00e7\u00e3o internacional;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Exig\u00eancias b\u00e1sicas de comunica\u00e7\u00e3o entre os SAS (Sistemas de Automa\u00e7\u00e3o de Subesta\u00e7\u00f5es);<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; Mapeamento para liga\u00e7\u00f5es diretas;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8211; M\u00e9todos de teste para verificar a conformidade com a norma.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conex\u00e3o de sistemas fotovoltaicos com as normas NBR 16149 e NBR 16150<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As normas NBR 16149 e NBR 16150, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT), estabelecem diretrizes para a conex\u00e3o de sistemas fotovoltaicos (FV) \u00e0 rede el\u00e9trica de distribui\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas normas definem as caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas para a interface de conex\u00e3o entre sistemas fotovoltaicos e a rede el\u00e9trica de distribui\u00e7\u00e3o, garantindo compatibilidade e seguran\u00e7a na integra\u00e7\u00e3o desses sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Elaboradas pelo Comit\u00ea Brasileiro de Eletricidade (ABNT\/CB-03), as normas foram publicadas em mar\u00e7o de 2013, ap\u00f3s consultas p\u00fablicas e contribui\u00e7\u00f5es de especialistas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Principais benef\u00edcios da norma:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Seguran\u00e7a:<\/strong> garante que os sistemas fotovoltaicos (FV) operem de maneira segura, protegendo tanto os usu\u00e1rios quanto a infraestrutura el\u00e9trica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Compatibilidade: <\/strong>assegura que inversores e outros componentes sejam compat\u00edveis com a rede el\u00e9trica brasileira.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Qualidade de energia:<\/strong> estabelece limites para distor\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas e flutua\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade da energia fornecida.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Reliability: <\/strong>define requisitos que evitam desligamentos indevidos dos sistemas FV, assegurando uma opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Padroniza\u00e7\u00e3o:<\/strong> fornece um conjunto uniforme de requisitos para fabricantes e instaladores, promovendo a expans\u00e3o do mercado fotovoltaico no Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Especifica os procedimentos <\/strong>de ensaio necess\u00e1rios para verificar a conformidade dos equipamentos utilizados na interface de conex\u00e3o entre sistemas fotovoltaicos e a rede el\u00e9trica de distribui\u00e7\u00e3o, assegurando que atendam aos requisitos estabelecidos pela NBR 16149. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A norma foi desenvolvida em conjunto com a NBR 16149 pelo Comit\u00ea Brasileiro de Eletricidade (ABNT\/CB-03) e publicada em mar\u00e7o de 2013, ap\u00f3s um processo colaborativo que envolveu especialistas e partes interessadas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Principais benef\u00edcios da normativa:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Verifica\u00e7\u00e3o de conformidade:<\/strong> assegura que os equipamentos atendam aos padr\u00f5es estabelecidos, garantindo desempenho adequado e alinhamento com as normas t\u00e9cnicas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Qualidade assegurada:<\/strong> certifica que inversores e outros componentes passem por testes rigorosos antes de serem comercializados, garantindo confiabilidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Seguran\u00e7a operacional: <\/strong>assegura que os equipamentos n\u00e3o apresentem riscos durante a opera\u00e7\u00e3o, protegendo tanto os usu\u00e1rios quanto a rede el\u00e9trica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Desempenho eficiente: <\/strong>garante que os sistemas fotovoltaicos (FV) operem com m\u00e1xima efici\u00eancia energ\u00e9tica, otimizando a gera\u00e7\u00e3o de energia solar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Confian\u00e7a do consumidor:<\/strong> proporciona maior seguran\u00e7a e confian\u00e7a aos consumidores na aquisi\u00e7\u00e3o de sistemas fotovoltaicos certificados conforme as normas brasileiras.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhe\u00e7a os multimedidores de energia Altus<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Com suporte aos principais protocolos de comunica\u00e7\u00e3o utilizados na ind\u00fastria,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/produto\/24\/multimedidores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">os multimedidores PH1600 e PH3500<\/a>&nbsp;t\u00eam capacidade para medir diversas grandezas el\u00e9tricas em tempo real, como tens\u00e3o, corrente, pot\u00eancias (ativa e reativa), fator de pot\u00eancia e demanda de pot\u00eancia ativa e reativa, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo&nbsp;<strong>PH1600<\/strong>&nbsp;\u00e9 ideal para m\u00e1quinas e processos de baixa complexidade. Ele possui um display LED de 3 linhas por 4 colunas, 4 teclas e 1 interface de comunica\u00e7\u00e3o serial RS-485 incorporada. Al\u00e9m disso, conta com grau de prote\u00e7\u00e3o IP 65 em seu display frontal, tornando-o completamente \u00e0 prova de poeira e protegido contra jatos de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o&nbsp;<strong>PH3500<\/strong>&nbsp;\u00e9 um modelo mais robusto, com um display de cristal l\u00edquido (LCD) de 16 colunas por 4 linhas, capaz de apresentar at\u00e9 64 caracteres na tela. Desenvolvido para atender \u00e0s demandas da Ind\u00fastria 4.0, o equipamento possui interface Ethernet incorporada e suporte ao protocolo MQTT, permitindo a intera\u00e7\u00e3o com diversos equipamentos e sistemas do universo IoT. O multimedidor PH3500 tamb\u00e9m inclui uma interface serial RS-485 e apresenta grau de prote\u00e7\u00e3o IP 54 em seu display frontal, garantindo resist\u00eancia a part\u00edculas de poeira e proje\u00e7\u00f5es de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Precisa de ajuda para encontrar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/produto\/24\/multimedidores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">multimedidor<\/a>&nbsp;ideal para a sua aplica\u00e7\u00e3o?<br><\/strong>Preencha o formul\u00e1rio abaixo para falar com os especialistas da nossa equipe comercial. 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