{"id":20180,"date":"2026-03-09T17:28:09","date_gmt":"2026-03-09T20:28:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.altus.com.br\/post\/20180\/"},"modified":"2026-03-19T13:03:51","modified_gmt":"2026-03-19T16:03:51","slug":"conhecendo-o-protocolo-mms-iec-61850","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/post\/20180\/conhecendo-o-protocolo-mms-iec-61850","title":{"rendered":"Conhecendo o protocolo MMS (IEC 61850)"},"content":{"rendered":"<p>A dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o entre sistemas industriais pode se tornar um problema de alto custo. Cada nova integra\u00e7\u00e3o exige desenvolvimento pr\u00f3prio, testes extensivos e manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. \u00c9 preciso criar drivers dedicados, mapear vari\u00e1veis manualmente e validar cada cen\u00e1rio de falha. O resultado \u00e9: aumento de prazo, aumento de custo e mais riscos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim que a ISO 9506, conhecida como MMS (<em>Manufacturing Message Specification<\/em>), ganhou relev\u00e2ncia. Desenvolvido inicialmente pela General Motors para resolver problemas em ambientes de manufatura automatizada, o MMS introduziu um modelo estruturado de comunica\u00e7\u00e3o para automa\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez de trocar apenas registradores ou blocos de mem\u00f3ria sem contexto, o MMS passou a tratar informa\u00e7\u00f5es como objetos organizados (vari\u00e1veis, dom\u00ednios, listas e programas) acess\u00edveis por servi\u00e7os padronizados. Sua estrutura baseada no modelo OSI e sua independ\u00eancia de meio f\u00edsico permitiram aplica\u00e7\u00e3o sobre diferentes infraestruturas de rede.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor el\u00e9trico, sua import\u00e2ncia vem se tornando ainda mais evidente. <strong>A IEC 61850 utiliza o protocolo MMS para a comunica\u00e7\u00e3o entre dispositivos inteligentes (IEDs) em subesta\u00e7\u00f5es para viabilizar troca de informa\u00e7\u00f5es<\/strong> em opera\u00e7\u00f5es cr\u00edticas com previsibilidade e consist\u00eancia. Conhe\u00e7a esse protocolo neste artigo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A origem da ISO 9506<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da era digital nas f\u00e1bricas, se uma planta instalasse um controlador da Marca A, teria que utilizar sensores e softwares daquela mesma marca, devido ao protocolo de comunica\u00e7\u00e3o que era propriet\u00e1rio e fechado. Esse fen\u00f4meno, conhecido como <em>protocol lock-in<\/em>, limitava a inova\u00e7\u00e3o e aumentava os custos, criando ilhas que n\u00e3o trocavam informa\u00e7\u00f5es entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>A ISO 9506 surgiu como um esfor\u00e7o para padronizar essa comunica\u00e7\u00e3o. Publicada originalmente em 1990, ela n\u00e3o foi desenhada apenas para mover bits e bytes, mas para fornecer um sistema de mensagens em tempo real capaz de transferir dados de processo e informa\u00e7\u00f5es de controle supervis\u00f3rio entre dispositivos em rede de forma transparente. <strong>Diferente de protocolos da \u00e9poca, como o Modbus, que se concentrava em endere\u00e7os de mem\u00f3ria brutos, o MMS define um modelo onde os recursos f\u00edsicos de uma m\u00e1quina s\u00e3o representados como objetos l\u00f3gicos.<\/strong> Isso permite que o sistema supervis\u00f3rio n\u00e3o precise saber exatamente em que endere\u00e7o de mem\u00f3ria est\u00e1 um dado, mas sim qual \u00e9 o &#8220;nome&#8221; e o &#8220;tipo&#8221; do objeto que ele deseja acessar.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a foi o primeiro passo real para a integra\u00e7\u00e3o entre a Tecnologia Operacional (OT) e a Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI), permitindo que dispositivos de diferentes fabricantes se comunicassem de forma eficiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A arquitetura VMD<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No n\u00facleo do protocolo MMS est\u00e1 um conceito fundamental: o <strong>Virtual Manufacturing Device (VMD)<\/strong>, ou <strong>Dispositivo Virtual de Manufatura<\/strong>. O VMD funciona como um &#8220;avatar&#8221; digital da m\u00e1quina f\u00edsica, ocultando as complexidades espec\u00edficas do hardware do fabricante e apresentando uma interface padronizada de objetos e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, aplica\u00e7\u00f5es clientes interagem com um modelo estruturado, sem a necessidade de detalhes internos da implementa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, favorecendo a interoperabilidade e a portabilidade entre os dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma arquitetura tradicional, o operador precisava saber exatamente que a temperatura estava, por exemplo, no registrador 40001 daquele CLP espec\u00edfico. Essa depend\u00eancia de endere\u00e7amento fixo tornava a integra\u00e7\u00e3o r\u00edgida.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o MMS, a l\u00f3gica muda completamente. Em vez de acessar um endere\u00e7o num\u00e9rico, o sistema pode simplesmente requisitar ao VMD o valor do objeto denominado \u201cTemperatura\u201d. O VMD \u00e9 respons\u00e1vel por traduzir essa requisi\u00e7\u00e3o para a linguagem interna da m\u00e1quina e retornar \u00e0 informa\u00e7\u00e3o solicitada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente esse modelo orientado a objetos que sustenta a interoperabilidade. Caso o CLP seja substitu\u00eddo por outro fabricante, o sistema continuar\u00e1 operando normalmente, desde que o novo VMD disponibilize o mesmo objeto \u201cTemperatura\u201d. A aplica\u00e7\u00e3o permanece inalterada, pois a interface l\u00f3gica se mant\u00e9m consistente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrutura de objetos no VMD<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O protocolo MMS define uma s\u00e9rie de objetos padr\u00e3o que devem existir em cada dispositivo para facilitar opera\u00e7\u00f5es de leitura, escrita e sinaliza\u00e7\u00e3o de eventos. Abaixo, detalhamos os principais componentes que formam essa estrutura:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Objeto MMS<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Position Overview<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Function<\/strong><\/td><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>VMD (Virtual Manufacturing Device)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">O objeto principal que encapsula todos os outros recursos do dispositivo.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Representa o dispositivo f\u00edsico na rede (ex: um rob\u00f4 ou um rel\u00e9).<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Vari\u00e1veis (Variables)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Dados de processo, como estados, medidas e setpoints.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Monitorar a press\u00e3o de um sistema ou o estado ligado\/desligado.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Dom\u00ednios (Domains)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">\u00c1reas de mem\u00f3ria que podem conter programas ou grandes blocos de dados.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar o download de uma nova l\u00f3gica de controle para a m\u00e1quina.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Di\u00e1rios (Journals)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Registros cronol\u00f3gicos de eventos, alarmes e mudan\u00e7as de estado.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Auditoria de falhas e rastreabilidade hist\u00f3rica de eventos cr\u00edticos.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Arquivos (Files)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Estruturas de dados armazenadas localmente no dispositivo.<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Transferir logs de falhas ou arquivos de configura\u00e7\u00e3o SCL.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa organiza\u00e7\u00e3o permite que o MMS suporte diferentes tipos de dispositivos, desde sensores simples at\u00e9 m\u00e1quinas complexas, mantendo a transpar\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O modo cliente\/servidor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para garantir que a comunica\u00e7\u00e3o ocorra sem falhas em ambientes hostis, como subesta\u00e7\u00f5es ou linhas de produ\u00e7\u00e3o, o MMS utiliza o modelo cl\u00e1ssico cliente-servidor, mas com uma camada de robustez superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse modelo, o Cliente \u00e9 tipicamente um sistema de n\u00edvel superior, como um SCADA (Sistema de Supervis\u00e3o), um gateway ou um sistema MES (<em>Manufacturing Execution System<\/em>). O cliente \u00e9 quem solicita as informa\u00e7\u00f5es ou envia os comandos de controle. J\u00e1 o Servidor \u00e9 o dispositivo, como um CLP, um dispositivo inteligente (IED) ou um sensor, que possui os dados e executa as a\u00e7\u00f5es solicitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente de protocolos baseados em broadcast (onde a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 disparada para a rede sem confirma\u00e7\u00e3o), <strong>o MMS opera atrav\u00e9s de um mecanismo estrito de requisi\u00e7\u00e3o e resposta. <\/strong>Quando o cliente solicita uma a\u00e7\u00e3o, como a escrita de um valor em uma vari\u00e1vel, o servidor processa o pedido e envia uma resposta confirmando se a opera\u00e7\u00e3o foi executada com sucesso ou detalhando o motivo de uma falha. <strong>Esse feedback constante \u00e9 o que torna o MMS ideal para aplica\u00e7\u00f5es cr\u00edticas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Servi\u00e7os do protocolo MMS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A norma ISO 9506-1 define uma vasta gama de servi\u00e7os que permitem ao cliente interagir com o modelo de dados do servidor. Esses servi\u00e7os s\u00e3o categorizados para atender a diferentes necessidades operacionais, desde o monitoramento em tempo real at\u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o remota de dispositivos:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Acesso a vari\u00e1veis e monitoramento de processos: <\/strong>o servi\u00e7o mais comum \u00e9 o de acesso a vari\u00e1veis, que permite a leitura e escrita de dados individuais ou conjuntos de dados. Atrav\u00e9s de servi\u00e7os de leitura (<em>Read<\/em>) e escrita (<em>Write<\/em>), o cliente pode obter o estado atual de uma m\u00e1quina ou alterar par\u00e2metros de opera\u00e7\u00e3o em tempo real. Al\u00e9m disso, o MMS tamb\u00e9m suporta a defini\u00e7\u00e3o de listas de vari\u00e1veis, permitindo que o cliente solicite m\u00faltiplos dados em uma \u00fanica mensagem.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Gerenciamento de eventos e alarmes: <\/strong>um dos grandes diferenciais do MMS \u00e9 a sua capacidade de lidar com eventos de forma nativa. Em vez de o cliente precisar perguntar constantemente ao servidor &#8220;Houve algum erro?&#8221;, o MMS permite a configura\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de eventos. Quando uma condi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ocorre (ex: uma temperatura excede um limite), o servidor MMS gera uma notifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, constr\u00f3i um dataset representando a mudan\u00e7a e o envia atrav\u00e9s de um relat\u00f3rio, que pode ser configurado para ser enviado de forma imediata ou acumulada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Transfer\u00eancia de arquivos e gest\u00e3o de l\u00f3gica: <\/strong>para a manuten\u00e7\u00e3o de sistemas industriais, o MMS oferece servi\u00e7os de gerenciamento de arquivos. Isso permite o upload ou download de arquivos de configura\u00e7\u00e3o e logs de eventos diretamente atrav\u00e9s do protocolo de comunica\u00e7\u00e3o. Esse recurso elimina a necessidade de cabos de programa\u00e7\u00e3o dedicados ou acessos f\u00edsicos aos dispositivos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>MMS vs. Modbus vs. OPC UA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para o gestor industrial que precisa decidir qual tecnologia adotar, \u00e9 vital entender o posicionamento do MMS em rela\u00e7\u00e3o a outros gigantes da comunica\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Feature<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Modbus (TCP\/RTU)<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>MMS<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>OPC UA<\/strong><\/td><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Arquitetura<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Mestre-Escravo (RTU) \/ Cliente-Servidor (TCP)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Cliente-Servidor (Objetos)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Cliente-Servidor \/ Pub-Sub<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Dados<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Registradores num\u00e9ricos brutos<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Objetos Virtuais (VMD) estruturados<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Modelos de informa\u00e7\u00e3o ricos e sem\u00e2nticos<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Facilidade<br>de uso<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Muito simples e direta<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Requer configura\u00e7\u00e3o detalhada (SCL)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Alta complexidade de implementa\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Safety<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">N\u00e3o nativa (depende de TLS\/VPN)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Robusta via IEC 62351<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Integrada (Criptografia e Certificados)<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Aplica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Automa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e dispositivos simples<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Energia, Manufatura Cr\u00edtica e IEDs<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Integra\u00e7\u00e3o IT\/OT e Ind\u00fastria 4.0<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Mecanismo de Troca<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Polling constante (Pergunta-Resposta)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Event-Based e Reports autom\u00e1ticos<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Report on Change e Assinaturas<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>The <strong><a href=\"https:\/\/www.modbus.org\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Modbus<\/a><\/strong> segue como um dos protocolos mais usados na ind\u00fastria, principalmente devido \u00e0 sua simplicidade estrutural e facilidade de implementa\u00e7\u00e3o. Entretanto, sua arquitetura limita o tratamento de dados estruturados e oferece recursos restritos em termos de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>The <strong><a href=\"https:\/\/opcfoundation.org\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">OPC UA<\/a><\/strong>, por sua vez, representa uma abordagem orientada \u00e0 alta conectividade, nuvem e IIoT. Com modelo de dados robusto e mecanismos nativos de seguran\u00e7a, proporciona mais flexibilidade e interoperabilidade. Em contrapartida, essa sofistica\u00e7\u00e3o pode implicar maior complexidade de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o <strong><a href=\"https:\/\/www.typhoon-hil.com\/documentation\/typhoon-hil-software-manual\/References\/iec_61850_mms_protocol.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">MMS<\/a><\/strong> aparece como uma solu\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para o controle em tempo real de infraestruturas cr\u00edticas, particularmente em ambientes que exigem conformidade com normas internacionais como a IEC 61850 com alta robustez.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Integra\u00e7\u00e3o no MasterTool v 3.77<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em nosso compromisso cont\u00ednuo com a inova\u00e7\u00e3o, anunciamos que o protocolo <strong>MMS<\/strong> est\u00e1 agora plenamente integrado ao nosso software de programa\u00e7\u00e3o e configura\u00e7\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/serie\/programacao-clp\/\">MasterTool IEC XE<\/a>, <strong>a partir da vers\u00e3o 3.77.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O MasterTool j\u00e1 \u00e9 conhecido por ser uma ferramenta completa para programa\u00e7\u00e3o, depura\u00e7\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es baseadas na norma IEC 61131-3. Com a inclus\u00e3o do suporte nativo ao MMS, <strong>eliminamos algumas barreiras de engenharia significativas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Configura\u00e7\u00e3o nativa de servidores MMS:<\/strong> agora \u00e9 poss\u00edvel configurar as <a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/serie\/serie-hx\/\">CPUs da linha HX (Xtorm)<\/a> como servidores CLIENT diretamente dentro do ambiente MasterTool.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Mapeamento de objetos facilitado:<\/strong> a nova vers\u00e3o permite que o usu\u00e1rio selecione as vari\u00e1veis do seu projeto e as transforme em objetos MMS (VMD) de forma intuitiva, sem a necessidade de ferramentas externas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Suporte ao setor el\u00e9trico:<\/strong> esta integra\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a capacidade das CPUs Altus de atuarem como IEDs em projetos de automa\u00e7\u00e3o de subesta\u00e7\u00f5es seguindo a norma IEC 61850, permitindo o envio de mensagens e relat\u00f3rios MMS de forma sincronizada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8211; <strong>Diagn\u00f3sticos mais \u00e1geis:<\/strong> a integra\u00e7\u00e3o do protocolo na vers\u00e3o 3.77 permite que o operador visualize o tr\u00e1fego de mensagens MMS e identifique rapidamente problemas na comunica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MT8500_V377.zip\">Baixe a vers\u00e3o 3.77 do MasterTool clicando aqui<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria do futuro n\u00e3o ser\u00e1 definida apenas pela pot\u00eancia de suas m\u00e1quinas, mas pela clareza e velocidade com que elas conseguem se comunicar. Integrado \u00e0s solu\u00e7\u00f5es da Altus, esse protocolo estabelece uma base s\u00f3lida para a interoperabilidade das m\u00e1quinas, a robustez operacional e a longevidade tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Interessado em descobrir como o MasterTool pode elevar o desempenho da sua opera\u00e7\u00e3o?<\/strong> Preencha o formul\u00e1rio e fale com a nossa equipe comercial para entender como essa solu\u00e7\u00e3o pode transformar seus projetos.<\/p>\n\n\n\n<div role=\"main\" id=\"formulario-contato-padrao-a804ad2f95a3b909d7af\"><\/div><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/js\/rdstation-forms\/stable\/rdstation-forms.min.js\"><\/script><script type=\"text\/javascript\"> new RDStationForms('formulario-contato-padrao-a804ad2f95a3b909d7af', 'UA-15650049-1').createForm();<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A IEC 61850 utiliza o protocolo MMS para a comunica\u00e7\u00e3o entre dispositivos inteligentes em subesta\u00e7\u00f5es para viabilizar troca de informa\u00e7\u00f5es em opera\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. Conhe\u00e7a esse protocolo neste artigo.<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":20181,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[110,389,111],"tags":[134,327,112,383,1100,117,1098,1099,515,116],"class_list":["post-20180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inovando-automatizando","category-tecnologia-2","category-tecnologia","tag-altus","tag-automacao","tag-clp","tag-clp-nexto","tag-iec-61850","tag-industria-4-0","tag-mms","tag-protocolo-mms","tag-protocolos-de-comunicacao","tag-tecnologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20180"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20246,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20180\/revisions\/20246"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}