{"id":21741,"date":"2026-09-08T15:36:49","date_gmt":"2026-09-08T18:36:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.altus.com.br\/post\/21741\/"},"modified":"2026-09-08T15:41:38","modified_gmt":"2026-09-08T18:41:38","slug":"como-migrar-de-protocolos-legados-para-protocolos-modernos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/post\/21741\/como-migrar-de-protocolos-legados-para-protocolos-modernos","title":{"rendered":"Como migrar de protocolos legados para protocolos modernos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">No cotidiano industrial, \u00e9 comum encontrar um cen\u00e1rio em que centros de usinagem de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o operam lado a lado com controladores instalados h\u00e1 20 ou 30 anos. Essa conviv\u00eancia entre o novo e o antigo \u00e9 a prova do ciclo de vida dos ativos industriais, projetados para funcionar de forma ininterrupta por longos per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que os equipamentos mais antigos costumam utilizar tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o criadas em uma \u00e9poca em que o objetivo era apenas o controle local no ch\u00e3o de f\u00e1brica, sem qualquer perspectiva de conex\u00e3o com outros sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o avan\u00e7o da transforma\u00e7\u00e3o digital, impulsionado pela necessidade de monitorar processos em tempo real, implementar manuten\u00e7\u00e3o preditiva e integrar os dados operacionais aos sistemas de gest\u00e3o, a limita\u00e7\u00e3o dos protocolos de campo tradicionais se tornou o maior desafio a ser enfrentado. A exig\u00eancia por dados estruturados e acess\u00edveis em n\u00edvel corporativo esbarra na falta de padroniza\u00e7\u00e3o das redes seriais antigas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a moderniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige a substitui\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas que ainda est\u00e3o operacionais. A estrat\u00e9gia mais vi\u00e1vel \u00e9 construir pontes tecnol\u00f3gicas capazes de conectar a infraestrutura existente aos ecossistemas digitais. Isso permite extrair o m\u00e1ximo de performance dos ativos em opera\u00e7\u00e3o, minimizando os riscos e viabilizando a transi\u00e7\u00e3o gradual da f\u00e1brica rumo \u00e0 automa\u00e7\u00e3o inteligente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que s\u00e3o protocolos legados e por que eles ainda est\u00e3o presentes?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os protocolos legados s\u00e3o os padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o desenvolvidos entre as d\u00e9cadas de 1970 e 1990, baseados em transmiss\u00f5es seriais ponto a ponto ou em topologias de barramento. Entre as tecnologias mais famosas est\u00e3o o Modbus RTU, o PROFIBUS nas variantes DP e PA, o DeviceNet, o CC-Link serial e o CANopen. Essas redes foram projetadas para garantir que comandos de controle chegassem aos atuadores e sensores de forma determin\u00edstica e com imunidade a ru\u00eddos eletromagn\u00e9ticos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perman\u00eancia dessas tecnologias no ch\u00e3o de f\u00e1brica \u00e9 explicada por fatores operacionais e econ\u00f4micos. A confiabilidade e a robustez f\u00edsica demonstradas ao longo de d\u00e9cadas fazem com que engenheiros e t\u00e9cnicos confiem no desempenho dessas redes para o controle de rotina. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E al\u00e9m disso, como os equipamentos que utilizam essas redes possuem uma vida \u00fatil longa e j\u00e1 pagaram seu custo inicial, ent\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o se torna dif\u00edcil de justificar quando a m\u00e1quina continua a cumprir perfeitamente sua fun\u00e7\u00e3o. E as equipes de manuten\u00e7\u00e3o j\u00e1 possuem o conhecimento sobre o diagn\u00f3stico e o reparo dessas redes seriais, o que gera mais seguran\u00e7a no dia a dia da f\u00e1brica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Protocolo<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Meio<br>principal<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Velocidade t\u00edpica<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Dom\u00ednio<br>de aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Modbus RTU<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">RS-485 \/ RS-232<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">9.6 a 115.2 kbps<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Inversores de frequ\u00eancia, multimedidores e instrumenta\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>PROFIBUS DP<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Par tran\u00e7ado<br>RS-485<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">At\u00e9 12 Mbps<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Linhas de montagem e E\/S remotas<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>PROFIBUS PA<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Par tran\u00e7ado (IEC 61158-2)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">31.25 kbps<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Ind\u00fastrias de processo cont\u00ednuo e \u00e1reas classificadas<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>DeviceNet<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Cabo CAN (Grosso\/Fino)<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">125 a 500 kbps<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Sensores, atuadores e centros de controle de motores<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a massiva dessas redes em instala\u00e7\u00f5es existentes do tipo brownfield estabelece um cen\u00e1rio em que a automa\u00e7\u00e3o funciona bem no n\u00edvel de campo, mas permanece isolada das camadas superiores de intelig\u00eancia de neg\u00f3cios.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os custos de manter infraestruturas com apenas protocolos \u201cantigos\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manter uma planta industrial que dependente dos barramentos seriais antigos gera uma s\u00e9rie de gargalos que se tornam mais severos \u00e0 medida que a empresa busca aumentar sua efici\u00eancia e competitividade.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro problema \u00e9 a dificuldade de extrair e contextualizar os dados. Os protocolos seriais operam com dados brutos organizados em registros num\u00e9ricos, sem metadados. Um dado vindo de um medidor via Modbus RTU, por exemplo, nada mais \u00e9 do que um n\u00famero em um endere\u00e7o de mem\u00f3ria, o que exige que cada vari\u00e1vel seja mapeada e convertida manualmente nos sistemas supervis\u00f3rios, um processo que demanda tempo e abre margem para erros.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A arquitetura mestre-escravo, t\u00edpica das redes antigas, imp\u00f5e limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas \u00e0 amostragem de dados. Nesse modelo, o controlador consulta um dispositivo por vez de forma sequencial. Conforme novos instrumentos s\u00e3o adicionados ao barramento, o tempo de ciclo da rede aumenta, tornando invi\u00e1vel a coleta cont\u00ednua de grandes volumes de dados necess\u00e1ria para algoritmos de manuten\u00e7\u00e3o preditiva e solu\u00e7\u00f5es IIoT.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o da ciberseguran\u00e7a tamb\u00e9m representa outro ponto cr\u00edtico. Os protocolos legados foram criados em uma \u00e9poca em que as redes industriais eram totalmente isoladas. Por esse motivo, n\u00e3o possuem mecanismos nativos de criptografia, autentica\u00e7\u00e3o ou controle de acessos. Quando essas redes antigas s\u00e3o conectadas a barramentos Ethernet sem os devidos isolamentos, a f\u00e1brica fica exposta a riscos de acessos n\u00e3o autorizados e a interrup\u00e7\u00f5es operacionais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe ainda o desafio da escassez de m\u00e3o de obra especializada e dos custos crescentes de manuten\u00e7\u00e3o. Os profissionais mais jovens ingressam no mercado com forma\u00e7\u00e3o voltada para redes baseadas em IP, infraestrutura de nuvem e linguagens de programa\u00e7\u00e3o modernas, o que torna cada vez mais dif\u00edcil encontrar t\u00e9cnicos com experi\u00eancia em diagn\u00f3stico f\u00edsico de barramentos RS-485, ajuste de resistores de termina\u00e7\u00e3o e parametriza\u00e7\u00e3o de redes seriais legadas. O resultado \u00e9 um tempo de paralisa\u00e7\u00e3o maior sempre que ocorrem falhas de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que os protocolos modernos trazem de vantagem?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transi\u00e7\u00e3o para protocolos modernos baseados em Ethernet e arquiteturas abertas transformam a rede de comunica\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica em uma infraestrutura de alta velocidade e capacidade de integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ado\u00e7\u00e3o de protocolos como PROFINET, EtherNet\/IP, EtherCAT e Modbus-TCP oferece taxas de transmiss\u00e3o que variam de 100 Mbps a gigabits por segundo, eliminando os gargalos de largura de banda e permitindo o tr\u00e1fego simult\u00e2neo de dados de controle cr\u00edtico e informa\u00e7\u00f5es de diagn\u00f3stico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No campo da integra\u00e7\u00e3o de dados entre sistemas de TI e TO, podem ser usados protocolos abertos OPC UA e MQTT. O OPC UA fornece uma estrutura de dados orientada a objetos que transmite a informa\u00e7\u00e3o acompanhada do contexto, como unidade de medida, limites de opera\u00e7\u00e3o e status de qualidade, garantindo a interoperabilidade entre os equipamentos de diferentes fabricantes e sistemas de gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o MQTT utiliza uma arquitetura de publica\u00e7\u00e3o e subscri\u00e7\u00e3o (pub\/sub) extremamente leve, projetada para enviar dados por exce\u00e7\u00e3o. Isso significa que os dispositivos transmitem informa\u00e7\u00f5es apenas quando ocorrem altera\u00e7\u00f5es de estado, otimizando o uso da banda de rede e facilitando o envio de m\u00e9tricas para plataformas de nuvem e sistemas de Edge Computing.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.industry-australia.com\/news\/111925-industrial-ethernet-in-eight-of-ten-new-nodes-%E2%80%93-fieldbus-decline-accelerates-according-to-hms-networks%E2%80%99-annual-analysis\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">An\u00e1lises de mercado feitas pela HMS Networks<\/a> revelam que o padr\u00e3o Ethernet Industrial consolidou sua lideran\u00e7a nas novas instala\u00e7\u00f5es fabris, enquanto os barramentos de campo tradicionais mant\u00eam uma trajet\u00f3ria cont\u00ednua de decl\u00ednio, abrindo espa\u00e7o para solu\u00e7\u00f5es Ethernet e conectividade sem fio. Veja os dados:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong><br>Tipo de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong><br>Ades\u00e3o em novas instala\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong><br>Principais<br>caracter\u00edsticas<\/strong><\/td><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong><br>Ethernet Industrial<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">79%<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Alta largura de banda, determinismo, suporte a topologias flex\u00edveis e integra\u00e7\u00e3o nativa com TI.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Barramentos de campo<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">17%<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Uso restrito a expans\u00f5es pontuais e alta manuten\u00e7\u00e3o de plantas legadas.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Redes sem fio<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">7%<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Aplica\u00e7\u00e3o em equipamentos m\u00f3veis, sensoriamento remoto e monitoramento de ativos.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>A combina\u00e7\u00e3o de protocolos modernos resulta em redes escal\u00e1veis, com suporte nativo a criptografia e mecanismos de seguran\u00e7a, preparando a infraestrutura para receber aplica\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas como, por exemplo, an\u00e1lise preditiva, sem a necessidade de grandes reestrutura\u00e7\u00f5es no futuro.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como realizar a migra\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A moderniza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o de uma planta industrial deve ser feita como um processo cont\u00ednuo e planejado, evitando as paradas n\u00e3o planejadas e garantindo o retorno sobre o investimento em cada etapa. Uma transi\u00e7\u00e3o bem-sucedida se apoia em uma metodologia clara, dividida em fases fundamentais:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fase 1: diagn\u00f3stico e invent\u00e1rio de ativos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto deve come\u00e7ar com um mapeamento detalhado de toda a infraestrutura instalada na planta. \u00c9 preciso registrar cada controlador, inversor de frequ\u00eancia, sensor e atuador, identificando os protocolos suportados, os meios f\u00edsicos existentes, o estado das conex\u00f5es e o volume de dados gerado. Esse diagn\u00f3stico inicial evita surpresas durante a execu\u00e7\u00e3o e permite identificar quais equipamentos podem ser mantidos e quais precisam de interfaces de convers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fase 2: defini\u00e7\u00e3o dos objetivos de neg\u00f3cio e KPIs<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atualiza\u00e7\u00e3o da rede precisa responder a metas claras. Cabe \u00e0 equipe respons\u00e1vel definir quais indicadores de desempenho (KPIs) ser\u00e3o impactados, seja a melhoria da Efici\u00eancia Global dos Equipamentos (OEE), a redu\u00e7\u00e3o do tempo de parada por manuten\u00e7\u00e3o n\u00e3o programada ou a automa\u00e7\u00e3o da coleta de dados para relat\u00f3rios de rastreabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fase 3: arquitetura de zonas e condu\u00edtes<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nas diretrizes da norma de ciberseguran\u00e7a IEC 62443, a planta deve ser dividida em zonas l\u00f3gicas de seguran\u00e7a, agrupando sistemas com requisitos operacionais e de prote\u00e7\u00e3o semelhantes. Onde houver necessidade de troca de dados entre zonas distintas, definem-se condutos controlados por firewalls e gateways, garantindo que uma eventual vulnerabilidade em um segmento n\u00e3o comprometa o controle de toda a f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fase 4: implementa\u00e7\u00e3o de gateways industriais<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A utiliza\u00e7\u00e3o de gateways de convers\u00e3o de protocolos e dispositivos de edge computing \u00e9 o elemento-chave para conectar o legado ao moderno sem substituir os controladores existentes. O mercado global de gateways industriais, <a href=\"https:\/\/dataintelo.com\/report\/industrial-protocol-gateway-market\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">avaliado em US$ 1,46 bilh\u00e3o em 2024, com proje\u00e7\u00e3o de alcan\u00e7ar US$ 2,91 bilh\u00f5es at\u00e9 2033<\/a>, reflete a ampla ado\u00e7\u00e3o dessa estrat\u00e9gia em diversos segmentos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os gateways funcionam como \u201ctradutores\u201d em tempo real: leem os dados seriais do equipamento antigo utilizando protocolos como Modbus RTU ou PROFIBUS e os convertem para padr\u00f5es mais modernos, como OPC UA ou MQTT sobre Ethernet. Ao mesmo tempo, os computadores de borda processam esses dados localmente, filtrando varia\u00e7\u00f5es irrelevantes e calculando as m\u00e9tricas operacionais antes de envi\u00e1-las \u00e0 nuvem ou ao sistema supervis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fase 5: valida\u00e7\u00e3o gradual<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a fase de transi\u00e7\u00e3o, a f\u00e1brica opera em um formato h\u00edbrido: os controladores antigos continuam executando o controle cr\u00edtico de processo pelas redes seriais originais, enquanto os gateways extraem c\u00f3pias dos dados em paralelo para abastecer as plataformas de an\u00e1lise e gest\u00e3o. Isso permite validar a precis\u00e3o dos dados, testar a estabilidade da nova rede e capacitar as equipes envolvidas sem colocar a produ\u00e7\u00e3o em risco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fase 6: expans\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o estrutural<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a valida\u00e7\u00e3o da primeira c\u00e9lula ou linha piloto, o modelo \u00e9 replicado para as demais \u00e1reas da f\u00e1brica. Conforme os equipamentos antigos atingem o fim de sua vida \u00fatil mec\u00e2nica ou eletr\u00f4nica, v\u00e3o sendo substitu\u00eddos por modelos mais recentes, j\u00e1 com comunica\u00e7\u00e3o Ethernet nativa, eliminando gradualmente os gateways intermedi\u00e1rios e consolidando uma arquitetura de rede totalmente moderna.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia mais<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/post\/18756\/como-a-integracao-com-gateways-garante-mais-seguranca-e-resposta-rapida-nas-operacoes-industriais\/\">How integration with gateways ensures greater security and fast response in industrial operations<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Erros comuns que devem ser evitados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Projetos de moderniza\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o industrial costumam falhar por erros estrat\u00e9gicos que poderiam ser previstos e evitados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais perigoso deles \u00e9 tentar realizar uma substitui\u00e7\u00e3o total e imediata de todos os equipamentos, a chamada abordagem rip-and-replace. Essa pr\u00e1tica exige grandes aportes financeiros, imp\u00f5e longos per\u00edodos de paralisa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e cria um cen\u00e1rio de alto risco. A abordagem correta, como j\u00e1 mencionado, prioriza a integra\u00e7\u00e3o progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro equ\u00edvoco comum \u00e9 promover a converg\u00eancia entre as redes de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) e tecnologia de opera\u00e7\u00e3o (TO) sem antes implementar controles de ciberseguran\u00e7a. Conectar redes legadas diretamente \u00e0 rede corporativa, sem isolamento adequado por firewalls e zonas de seguran\u00e7a, exp\u00f5e os sistemas a amea\u00e7as externas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de alinhamento entre as equipes de TI, automa\u00e7\u00e3o, engenharia e manuten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode comprometer o sucesso do projeto. Decis\u00f5es tomadas exclusivamente pelo setor de TI, sem considerar os requisitos de tempo real do ch\u00e3o de f\u00e1brica, tendem a gerar solu\u00e7\u00f5es inadequadas, assim como projetos conduzidos apenas pela automa\u00e7\u00e3o podem resultar em uma integra\u00e7\u00e3o corporativa dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, optar por tecnologias propriet\u00e1rias e fechadas para a nova rede limita a expans\u00e3o futura da empresa. A moderniza\u00e7\u00e3o deve priorizar protocolos abertos, garantindo liberdade na escolha de fornecedores e compatibilidade com novas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O cen\u00e1rio industrial para os pr\u00f3ximos anos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atualiza\u00e7\u00e3o dos protocolos de comunica\u00e7\u00e3o estabelece a base necess\u00e1ria para a ado\u00e7\u00e3o das tecnologias emergentes que transformar\u00e3o a gest\u00e3o industrial nos pr\u00f3ximos anos. O crescimento do mercado global de comunica\u00e7\u00e3o industrial, <a href=\"https:\/\/www.fortunebusinessinsights.com\/industrial-communication-market-106633\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">projetado para evoluir de US$ 23,94 bilh\u00f5es em 2025 para US$ 40,14 bilh\u00f5es at\u00e9 2034<\/a>, evidencia que os investimentos em infraestrutura de rede continuam no centro das estrat\u00e9gias corporativas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Indicador de mercado<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Valor atual e proje\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Vantagem para uma<br>planta industrial<\/strong><\/td><\/tr><\/thead><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Mercado global de comunica\u00e7\u00e3o industrial<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">US$ 23,94 bi (2025) a US$ 40,14 bi (2034) &#8211; 5,91%<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Aumento dos investimentos em conectividade para suportar digitaliza\u00e7\u00e3o e IIoT.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Mercado de gateways<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">US$ 1,46 bi (2024) a US$ 2,91 bi (2033) &#8211; 7,8%<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Expans\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es de retrofit para conectar infraestruturas legadas.<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Segmento de hardware<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">44% da receita global do setor<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Forte demanda por switches gerenci\u00e1veis, gateways de borda e roteadores industriais.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito da seguran\u00e7a cibern\u00e9tica, a conformidade com a norma IEC 62443 se torna indispens\u00e1vel \u00e0 medida que a conectividade se expande. A norma define N\u00edveis de Seguran\u00e7a (Security Levels &#8211; SL), que variam do SL 1 (prote\u00e7\u00e3o contra acessos casuais ou n\u00e3o intencionais) ao SL 4 (prote\u00e7\u00e3o contra ataques sofisticados de alta complexidade). A migra\u00e7\u00e3o para protocolos modernos permite implementar mecanismos de prote\u00e7\u00e3o como criptografia de tr\u00e1fego via TLS\/SSL, autentica\u00e7\u00e3o por certificados digitais e monitoramento cont\u00ednuo de anomalias na rede.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Learn more:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/post\/21717\/por-que-analisar-riscos-e-o-primeiro-passo-para-proteger-sua-planta\/\">Por que analisar riscos \u00e9 o primeiro passo para proteger sua planta<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de migra\u00e7\u00e3o na automa\u00e7\u00e3o industrial n\u00e3o deve ser visto como um projeto de substitui\u00e7\u00e3o radical, mas como uma evolu\u00e7\u00e3o natural e cont\u00ednua da infraestrutura tecnol\u00f3gica da f\u00e1brica. O avan\u00e7o rumo \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente vi\u00e1vel em plantas industriais de qualquer porte, desde que conduzido de forma planejada, gradual e orientada aos objetivos do neg\u00f3cio.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div role=\"main\" id=\"formulario-contato-padrao-a804ad2f95a3b909d7af\"><\/div><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/js\/rdstation-forms\/stable\/rdstation-forms.min.js\"><\/script><script type=\"text\/javascript\"> new RDStationForms('formulario-contato-padrao-a804ad2f95a3b909d7af', 'UA-15650049-1').createForm();<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra como migrar de protocolos legados para modernos na automa\u00e7\u00e3o industrial de forma gradual, planejada e segura.<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":21742,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[110,111,389],"tags":[134,112,117,515,1133,1134,116],"class_list":["post-21741","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inovando-automatizando","category-tecnologia","category-tecnologia-2","tag-altus","tag-clp","tag-industria-4-0","tag-protocolos-de-comunicacao","tag-protocolos-legados","tag-protocolos-modernos","tag-tecnologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21741"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21741\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21746,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21741\/revisions\/21746"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21742"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.altus.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}