Um time campeão

Um time campeão

02 Jan 2020

É muito comum nesta época de festas, fim de um ano e transição para outro, haver reflexões e, aqui, vou registrar algo para todos que trabalham na Altus. O sentido disto é tipificar que tipo de energia se quer na organização e observar o horizonte de uma forma única numa visão comum com os mesmos valores.

Primeiramente quero dizer que nosso time está se saindo muito bem porque está bem escalado. A partir do nosso querido Fabiano Favaro, um CEO de verdade, o time é formado por uma mistura de juventude, experiência e conhecimento. Em toda a disputa precisa-se de um time, mesmo nos esportes individuais. Por trás de um campeão olímpico, como o salto com vara, por exemplo, há uma porção de profissionais que o ajudam na obtenção do melhor resultado. Vivemos participando de times! 

O time da Altus mostra-se de exceção e a partir do sistema gerencial, com planejamento de excelência, obtém os resultados planejados. Um exemplo disto foi o ano de 2019. Todos queremos repetir o feito e tenho certeza que temos bastante possiblidades de atingir tal objetivo. 

Com uma equipe como esta o importante é ajustar a visão: para onde vamos? O que queremos da Altus?

Nossa experiência, adquirida por quase quarenta anos de aprendizado através de tentativa, com erros e acertos, cria uma boa angústia sobre renovação, aprendizado e ritmo. 

Renovação no sentido de agregar mais gente jovem, ensiná-la e formar futuro. Ter novos talentos, dar espaço para quem domina o dia de hoje com todas as suas evoluções e evoluir com eles. Uma empresa precisa ter um elevado coeficiente de renovação para, com células novas, adquirir força e a alegria típica dos jovens.

Aprendizado no sentido de ter em sua mentalidade a flexibilidade para mudar, para absorver o novo, a nova técnica, as novas formas de fazer as coisas. Aproveitar as inovações para o benefício do negócio e das pessoas. Saber aprender é mais importante do que esbanjar aquilo que já conhecemos. A nova indústria exige o personagem faminto por novos conhecimentos e processos que mudem rápido absorvendo novas técnicas. No mundo moderno, o time que está ganhando tem que mudar para se manter invencível.

Ritmo para manter o passo da competição, inclusive com os grandes como a Siemens, Schneider e Rockwell. Afinal, sempre nos batemos com eles e, no passado, com equipes mais inexperientes. Atualmente, a música é outra. Nosso curriculum de aplicações e nossa engenharia têm maturidade competitiva e internacional. Sabemos o que sabemos e o que não sabemos. Isto dá novo ritmo para nosso avanço.

A empresa ainda sofre com demandas do passado. Demandas da crise que superamos, até aqui, sem ajuda de ninguém de fora. Vamos continuar, prestar contas e tratar disto. No entanto, em determinados momentos observamos que nossos concorrentes ainda nos desprezam por acharem que fomos atingidos de forma mortal. Isto nos dá uma vantagem da surpresa nas batalhas de mercado e devemos aproveitar. Por outro lado, nossa imagem tem de voltar ao mercado como empresa sólida, competente e de alta tecnologia.

Mudamos nossa marca ao fim deste ano. Isto é simbólico! Simplificando nosso logotipo, tornando-o mais ágil e moderno, passamos a ideia de evolução continuada e o movimento por desafios. Não objetivos kamikazes, mas sim um contínuo crescimento proporcional ao nosso tamanho, respeitando limites, mas com grande ambição.

A Altus tem que continuar sendo um lugar legal para trabalhar, cheio de desafios que estimulem nosso intelecto, uma organização vencedora que nos orgulhe e um lugar aberto para mudar, recriar e inovar. Podem ter certeza de que é desta forma que vamos crescer. Vamos nos arvorar no mercado internacional levando para o mundo que fizemos nestes anos todos. Aproveitando a globalização sem encará-la como ameaça e sim como enorme oportunidade.

Acredito que o Brasil está num novo rumo, num caminho diferente dos últimos 30 anos. Aí está outra oportunidade para a nossa empresa. Somos uma empresa de conhecimento e não dependemos de infraestruturas para gerar valor. Isto nos permite mudar a qualquer momento e melhorar de forma rápida e inovadora diante de novas premissas de mercado. Assim será na medida que nos estimularem. Esta fagulha de desconforto geralmente vem do mercado e ali vamos resolver nossos problemas. Uma cultura pró-mercado, mais liberal, vai servir à Altus, pois fomos forjados aprendendo a aprender, desenvolvendo verdadeiramente nossos produtos e temperados na dificuldade e limitação de recursos. Que venha 2020, estamos prontos para vencer com o time que temos, que só vai melhorar daqui para frente!

Luis Gustavo Schabarum

Sobre o autor:

Ricardo Felizzola é Presidente e sócio fundador da Altus e das demais empresas que formam o Grupo Parit. Bacharel em Engenharia Elétrica e Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é um empreendedor incansável e grande incentivador do desenvolvimento da indústria brasileira de tecnologia.